domingo, 25 de maio de 2008

COMPLEMENTARIDADE

Um Novo Olhar deixou um novo comentário na sua mensagem "CRÓNICA (I)DIÁRIA":
Repouso as palavras agora neste texto... Vou saboreando sem saber ou não o que vou escrever. Vão saindo uma a uma, sem pedir permissão. Foco-me agora nas minhas pernas cruzadas e nos meus ténis macios que me afagam os pés. Sou um misto de contradições, quando questiono porque me afeiçoo tantos a estes ténis. Porque sentimos apego pelas coisas? Porque tenho vontade de te ler e de me embrenhar neste emaranhado de ideias sem ter ideias nem frases guardadas para te escrever. Só sei que preciso deixar aqui um registo meu, para que mesmo sem ideias, saibas que durante este período os meus dedos tocam este teclado e o meu pensamento foca-se agora no que acabo ao cabo do que quis escrever.
Um beijo meu
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COMPLEMENTARIDADE
Vens, chegas, chega…
Deste modo continuamos, as tuas palavras chegam e ficam, estas as acompanham. Mesmo breves, também ficam para durarem tanto como as tuas, juntam-se.
Um beijo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

beijos

Um Novo Olhar deixou um novo comentário na sua mensagem "TRÊS APARIÇÕES":
Escrevemos para coisa nenhuma, porque tudo já está escrito, mas somos em tudo e tudo está em nós. Mas escrever para ti é ter tudo o que falta: satisfazer carências, nutir-me das palavras soltas que me emprestas em noites como esta... uma brisa suave com o bater da chuva na janela. Sabes que depois de te ler, o sono vem suave como um beijo teu. Quem somos nós? Eu estou aqui e tu está aí numa do Tu Cá, Tu Lá... somos personagens inventadas por nós próprios. Concordamos e assim ficamos... lêmo-nos e saboreamo-nos com as nossas palavras.
Reencarnamos!!!
Beijos

uma ficção

Não tenho ficções, sou uma ficção. Assim, assim sou.
Assim

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Um Novo Olhar

Um Novo Olhar disse...
O que dizer... o que pensar... Será sempre assim... um assunto, uma circunstância que me traz aqui. Porquê só agora? Mas o agora já passou ainda agora. Seguirei em frente sem entender ainda muito bem, mas irei conseguir, por ti, por nós... irei comunicar. beijos
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008 18H27m AZOST
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Não há verdadeiras respostas, só há respostas verdadeiras ou falsas. A ideia de absoluto é um absurdo a tentar ouvir um mudo, entendem-se na perfeição!
Acho que tentei responder... publicando a Encarnação. Beijos

TRÊS APARIÇÕES

DE ENCARNAÇÃO QUE FOI TRISAVÓ E NÃO CHEGUEI A CONHECER
I – INSIGNICÂNCIAS
Eu sabia que ele ia ler como se eu estivesse a escrever para ela, não estava. Estou a escrever para coisa nenhuma: o botão de baixo, acima do botão de cima, qualquer coisa como isto. Isto não tira importância ao que tenho a dizer, também não a dá. O motivo continua suficiente para poder continuar a escrever sem motivo nenhum, o que seria menos que escrever para coisa nenhuma. Para termos um motivo não precisamos de ter coisa alguma, até nos pode estar a faltar tudo e só ter carências: fome, tristeza que é falta de alegria, mercadoria nenhuma. Quando assim raciocinamos, acabamos por dar conta que o comércio da escrita é mesmo feito de insignificâncias.
II – PERSONAGENS
Quem é ela, quem é ele? Se se quiser contar uma história, não podemos ser indiferentes aos seus personagens. As personagens das p_rosas onde inspiro a ver se respiro rosas são perfeitamente imperfeitas, são p_rosas feitas para um leitor com tanto tempo e paciência que pode perder aquele enquanto estiver naquela. Tempo e paciência, essas as nossas personagens.
III – ÚLTIMA APARIÇÃO
Quando se faz da escrita uma questão pessoal, o que há de pessoal na escrita? Escrevemos para os outros, porque eles existem e nós existimos para eles. Situação assaz incómoda e estranha a qualquer ideia de criação, nada se cria onde já está tudo!
Encarnação

domingo, 18 de maio de 2008

um não acaso

Um Novo Olhar disse...
Aqui estou eu... para dizer que o encontrei. Mas os casos são sempre casos. E não foi um acaso encontrá-lo.
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Meses depois, com todos os dias que os tiveram, que eles tiveram, que (nós) tivemos... "um não acaso".

CRÓNICA (I)DIÁRIA

Faz de conta que sei de que estou a escrever, não tarda saberei. Seja por identificar ou identificar-me com o que escrevo, no fazer da escrita.
A crónica é um género particularmente generoso, faz-nos parecidos com alguém que tem “algo para dizer”, mesmo se apenas dá a ler interrogações.
Este misto de certeza e incerta “qualquer coisa” dá azo a dedicar-me a escrever com o que vai acontecendo neste juntar de palavras.
Evito deste modo, tento evitar, deixar que o leitor avance muito depressa, ficando a saber muito mais que eu que, devagar, ainda vou aqui, devagar.
Colecciono as frases, vou-as juntando. Quando de repente encontrar um filão, começarei a garimpar ao lado. Estou a prospeccionar, apenas isto.
Tenho para mim ser no fazer da escrita que a escrita se faz de forma mais delicada, com minudências de pausas com virgulas e ponto e vírgulas…
Se eu tenho uma ideia e preciso urgentemente escrevê-la para não a perder, eu nem me dou conta de estar a escrever, tento apenas não esquecer...
O vagar da escrita é uma coisa bonita e boa, como os pés cruzados das pernas estendidas e repousadas. Olho para o longe e visto de perto, o horizonte aproxima-se ou afasta-se.
Acabo, porque acabo, ao cabo – do que quis – escrever.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

um caso

Você tem um jeito meio divertidoque diz sem dizer e e não diz o já dito... você é um trocalilho engraçado...
http://nuadeperconceitos.blogspot.com/ este é um dos meus Blogs
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Nascermos é o mais completo dos acasos! Em todo o caso, todos os casos são assim: acasos. Isto requer alguma condição ou condições, não tenciono formular nenhuma. Apenas salientar que não será um "acaso" terminar dentro em breve. Não estou a pensar escrever durante muito tempo!Isto que estou a escrever nem chega a merecer ser um caso? Em todo o caso, já está. E vai ser "um caso"...

domingo, 23 de setembro de 2007

meio sem jeito

O que daqui posso aproveitar para "Assim seja"?

Teu email é tão bonito, fico assim "meio sem jeito", nem comento.

Amo-te, no que de melhor tem a vida, no que desse melhor nós, por momentos, sentimos fazer parte. Aí mergulhados, nesse nó de nós, conseguimos imaginar e pensar que a vida permite e dá, a Arte.

O que há de especial nas pessoas especiais? São únicas e bastam-se a si mesmas (pelo menos para nós), o especial é esse nó que temos com os outros, quando é mesmo especial, nunca se desata. O que há de especial nas pessoas especiais é sermos nós... com elas.

O que há de especial é descobrir no outro... um ser "único": alguém que nos preenche, alguém que, de certo modo, às vezes ou sempre, complexo (mesmo quando parece a coisa mais simples e predestinada), nos preenche.

Não tão grande como o teu, mas é tão denso que espero diluas e nele brilhem luas de hoje a outros dias. Por isso penso revisitar as nossas cartas, como possam ser... especiais.

«Amo-te, no que de melhor tem a vida»!

Se não descobrirmos como pode ser belo o que escrevemos sentindo as coisas mais simples, os momentos mais íntimos, então está a escapar-nos, permanentemente, o mais importante de tudo: a saúde -, senti-la, tê-la, vivê-la - mental, corporal, espiritual. Fazer das pequenas banalidades grandes coisas e procurar o vice-versa a ver se versa: as grandes coisas das pequenas coisas.

sábado, 22 de setembro de 2007

Assim seja 1

Aprendemos à cerca (podes traduzir por "sobre"...) da nossa pessoa, assim sabemos que "a nossa pessoa" é muito parecida com as outras todas, por mais diferentes que nos possamos sentir. Neste momento dei voz a uma ideia que me surge abstracta, estou longe de me sentir diferente seja do que for: sinto-me igual a coisa nenhuma, tenho ideias de pedra, escrevo como uma couve, a costureira que me contava contos infantis quando eu era criança dir-me-ia que não podia contar história nenhuma por qualquer necessidade de se pôr a costurar à máquina. Mas não te importas, pois não? Vou escrever o que aprendi, se não escrevemos quando não nos apetece, o mais fácil é não nos apetecer enquanto não nos apetece. Não tendo nenhuma certeza apontando para um motivo que permita pensar ser bastante o esperar, o melhor é aproveitar logo que podemos: o quê?, escrever.

Nestas situações conseguimos ser interessantes, por que divagamos e não controlamos o discurso, criamos um curso que é absorvido rapidamente pelo deserto. Ou, o interessante é este outro aspecto, damos a ler a abstracção das ideias: o pensamento entregue à sua natureza onírica, algo em nós sonha a pessoa que somos mesmo quando estamos a dormir.

Escusas de fazer muita fé no que escrevi, isso deve acontecer com a natureza consciente do nosso inconsciente. Sentes que é verdade, sentes que se não responderes tudo o que está escrito se dissolve e mergulha na areia e este grande rio onde escrevo para que possas mergulhar os pés, o corpo todo, abrir as pernas para sentir a corrente acariciando o interior das coxas, debaixo dos braços e o peito, até atingir a sensibilidade do pescoço e cabelos soltos que tenhas e sejam penteados...

Um abraço "quebra-costelas" folgado, só para sentir a respiração custar e depois encher o peito de prazer até atingir o máximo onde se represa a respiração e mergulha. Aí deitamos fora o ar e nos beijamos na boca, respiramos pelo nariz e, sem pressa, entreabrimos os lábios, beijamos mais e melhor, sentimos a frescura da saliva a correr da nossa boca na nossa boca vindo da boca do outro, pura e fresca, suco suculento que queremos penetrar, saborear e assim, desse modo acordam as línguas e dançam enrolando-se uma na outra e nós, um no outro, esse nó dum abraço transformado em carícias a percorrer os corpos de prazer.

Assim seja: Ámen!

"La petit" - a pequena

O que digo de ti quando escrevo para ti?

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

o conto que... 6

« o que vou escrever? Quero voltar a uma fase de frases, chegar aqui e pensar "o que vou escrever?": esta (frase), este (breve texto), isto (dado a ler). » Foi hoje, podia ser outro dia. Não gosto de escrever e ver desconfigurado o que escrevi, perdi o gosto por aqui! Vejamos, segui a ligação e cheguei à frase!... Do conto, ver o que contei? Tal vez... vai ser já a seguir.

terça-feira, 17 de julho de 2007

o conto que...5

É hoje, voltei. Por onde andei? Já dará história... Acabei de publicar uma frase: http://recantodasletras.uol.com.br/frases/568571 Pela mesma ordem de ideias, dizer o que escrevi, estive vivo todos os dias desde há 11 dias atrás. Foi esse o tempo que decorreu, entre tanto... Entretanto, estão aí a chegar as férias, ontem fui ver La Môme. Agora viria retomar "o conto que...", indo para o 5. Escrevi o título, se não for ainda hoje, amanhã regresso. Quem ler estas frases espero que pense "Ele está a escrever para alguém...", tenho motivos para pensar isso, tive um ou dois comentários. Nesta história era suposto viver dos comentários, um conto interactivo!... Já não me vou embora sem deixar mais uma pista interactiva... http://biblioteca3g.blogspot.com/ É uma história paralela ao conto que... Eu volto, até amanhã. Este blog aborrece-me! Fica tudo desformatado!! Faço um parágrafo e não pára...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

o conto que... 4

Estou sem história! Contei tudo, falta é contar tudo o que ainda não contei e já está feito. Vamos a isso!?...
Enquanto o leitor pensa na sua resposta, vou tentar não lhe dar tempo para pensar :) Passemos a seguir os links, darei conta do resultado. Ser narrador dá uma certa “dor de corno”, preferia ser autor e pronto: um espanto!...
Às vezes tenho destas visões e fico ofuscado, já viram o que acontece nos filmes onde os personagens têm grandes “flashs”. O tempo balança de cá para lá, as imagens alteram-se, mudam de cor, há raios e faíscas (os coriscos?)... Não vou faiscar mais nada, vou publicar “o conto que... 4”

quinta-feira, 5 de julho de 2007

05.07.07

Ontem pus o link anterior (em o conto que...) a funcionar, acabei por não o seguir, hei-de voltar...

terça-feira, 3 de julho de 2007

o conto que... 3

Os narradores aparecem nas histórias assim como as histórias aparecem nos homens, mesmo como os homens aparecem na vida: é o caso de Assim, o meu caso. Vou-me fazer personagem/narrador..., coleccionando comentários/respostas, levando a noção de tempo e espaço para o Espaço!... Quanto ao que conto, terá este título, enquanto houver novidades que vá coleccionando, ao ramificar leituras a partir daqui:
http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/arquivos/2007/06/o_conto_que_nao.html

03.07.07

A ideia de escrever com os comentários, ainda não desisti dela :)
Acabei de moderar mais um comentário. A ideia seria ser o primeiro a ler e fazer algo dessa leitura, entrar num diálogo que aqui deixasse rastro e lastro. Fiquemos no "a ver vamos...", ainda espero não seja dito por um cego.

domingo, 1 de julho de 2007

Querida Kat,
Um escritor escreve sempre demais ou de menos, para que possa caber nos textos. Em relação ao que escrevi, escrevi de menos na leitura que fizeste. Escrevi o suficiente se te disser que o que leste foi apenas a página 572 de comentários recebidos no Recanto... (tu já deves ir na casa dos milhares :), esta resposta julgo te satisfará.
Bjs
F
Neste momento vou tentar mexer no "layout", para aí incluir Leitores/Leituras. Leituras, estas que aqui irei deixando destes leitores, para eles. Isto pode ampliar "o conto que..." ao Infinito. Sobre o Infinito vou publicar no Recanto...

sábado, 30 de junho de 2007

30.06.07

Este Blog começou a ter leitores, neles procurarei leituras e tentarei deixar respostas. Vou criar uma nova etiqueta: leitores/leituras, aí deixarei por ordem de chegada este registo.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

29.06.07

Deixei-me de "frases famosas", http://frasesfamosas.mundoperdido.com.br/
o layout não está a funcionar, hoje dava "servidor não encontrado".
Seguindo outros blogs, vou tentar fazer deste blog o que um blog possa ser, veremos.

o conto que... 2

Quem não me conhece, como é que me interpreta?

Conhecemos na medida em que começamos a interpretar!

Pode haver muitos narradores, cada um acaba por ler a sua história...

A história de todos - é a história de cada leitor.

Imagine uma lista de aforismos, o mais fora de todos qual se_ria :) este?

Só nos contam uma história quando..., dá que pensar, aceitamos (sem pensar) a ficção da história.

Cada narrador é uma descoberta, um conhecimento, um encontro.

Numa história com vários narradores, o criador é... o Criador?

É sempre - o leitor a lei, a leitura - a Lei: a escrita por escrever o espírito da Lei, a letra (não é letra morta...) dá-lhe forma.

A Lei é sempre dogmática, uma opinião sem argumentos para lá dos seus.

Há sempre um primeiro narrador, tentarei lá chegar!

O link que deixei, depois de falar em jogo narrativo, leva-nos lá:

http://www.meublog.net/adelaideamorim/arquivos/2007_06.html#000439

walkingman.gif

O Ery Roberto já deve ter postado a continuação (dele) do conto do Milton.

Milton, é o nome do primeiro narrador, segui-lo-emos.