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domingo, 23 de setembro de 2007

meio sem jeito

O que daqui posso aproveitar para "Assim seja"?

Teu email é tão bonito, fico assim "meio sem jeito", nem comento.

Amo-te, no que de melhor tem a vida, no que desse melhor nós, por momentos, sentimos fazer parte. Aí mergulhados, nesse nó de nós, conseguimos imaginar e pensar que a vida permite e dá, a Arte.

O que há de especial nas pessoas especiais? São únicas e bastam-se a si mesmas (pelo menos para nós), o especial é esse nó que temos com os outros, quando é mesmo especial, nunca se desata. O que há de especial nas pessoas especiais é sermos nós... com elas.

O que há de especial é descobrir no outro... um ser "único": alguém que nos preenche, alguém que, de certo modo, às vezes ou sempre, complexo (mesmo quando parece a coisa mais simples e predestinada), nos preenche.

Não tão grande como o teu, mas é tão denso que espero diluas e nele brilhem luas de hoje a outros dias. Por isso penso revisitar as nossas cartas, como possam ser... especiais.

«Amo-te, no que de melhor tem a vida»!

Se não descobrirmos como pode ser belo o que escrevemos sentindo as coisas mais simples, os momentos mais íntimos, então está a escapar-nos, permanentemente, o mais importante de tudo: a saúde -, senti-la, tê-la, vivê-la - mental, corporal, espiritual. Fazer das pequenas banalidades grandes coisas e procurar o vice-versa a ver se versa: as grandes coisas das pequenas coisas.

sábado, 22 de setembro de 2007

Assim seja 1

Aprendemos à cerca (podes traduzir por "sobre"...) da nossa pessoa, assim sabemos que "a nossa pessoa" é muito parecida com as outras todas, por mais diferentes que nos possamos sentir. Neste momento dei voz a uma ideia que me surge abstracta, estou longe de me sentir diferente seja do que for: sinto-me igual a coisa nenhuma, tenho ideias de pedra, escrevo como uma couve, a costureira que me contava contos infantis quando eu era criança dir-me-ia que não podia contar história nenhuma por qualquer necessidade de se pôr a costurar à máquina. Mas não te importas, pois não? Vou escrever o que aprendi, se não escrevemos quando não nos apetece, o mais fácil é não nos apetecer enquanto não nos apetece. Não tendo nenhuma certeza apontando para um motivo que permita pensar ser bastante o esperar, o melhor é aproveitar logo que podemos: o quê?, escrever.

Nestas situações conseguimos ser interessantes, por que divagamos e não controlamos o discurso, criamos um curso que é absorvido rapidamente pelo deserto. Ou, o interessante é este outro aspecto, damos a ler a abstracção das ideias: o pensamento entregue à sua natureza onírica, algo em nós sonha a pessoa que somos mesmo quando estamos a dormir.

Escusas de fazer muita fé no que escrevi, isso deve acontecer com a natureza consciente do nosso inconsciente. Sentes que é verdade, sentes que se não responderes tudo o que está escrito se dissolve e mergulha na areia e este grande rio onde escrevo para que possas mergulhar os pés, o corpo todo, abrir as pernas para sentir a corrente acariciando o interior das coxas, debaixo dos braços e o peito, até atingir a sensibilidade do pescoço e cabelos soltos que tenhas e sejam penteados...

Um abraço "quebra-costelas" folgado, só para sentir a respiração custar e depois encher o peito de prazer até atingir o máximo onde se represa a respiração e mergulha. Aí deitamos fora o ar e nos beijamos na boca, respiramos pelo nariz e, sem pressa, entreabrimos os lábios, beijamos mais e melhor, sentimos a frescura da saliva a correr da nossa boca na nossa boca vindo da boca do outro, pura e fresca, suco suculento que queremos penetrar, saborear e assim, desse modo acordam as línguas e dançam enrolando-se uma na outra e nós, um no outro, esse nó dum abraço transformado em carícias a percorrer os corpos de prazer.

Assim seja: Ámen!

"La petit" - a pequena

O que digo de ti quando escrevo para ti?