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domingo, 10 de junho de 2007

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A intimidade

A intimidade é uma de muitas coisas que não pode ser conquistada pela força, só pode ser dada e, como tal, aceite. Eu estou habituado a procurar as “belas palavras”, gosto de pensar usá-las como os índios Guarani fazem seus cânticos. Escrevo para procurar a tua intimidade, para te seduzir como já uma vez disse, escrevendo. Não que tu sejas a minha índia Guarani, muito menos uma guri. Esquece, nem lembres a hipótese de ser uma brincadeira. O que torna as palavras, os actos - uma coisa séria, é que podem inclusive matar. Neste momento sei a quem escrevo e esqueço a quem escrevo, estas palavras tão sérias podiam ser fatais! Sendo no entanto fruto do meu espanto perante a vida: o amor. Amor, escrevi um poema: «Amor// ...», não fui eu que o escrevi, dei-o como sendo Assim Mesmo. Sou pois um intérprete de palavras escritas, mas fico... mudo. Faço também esta confissão em público, público a matéria do dizer: este verbo transitivo!... Fatal como o destino apanhar de surpresa alguém, alguém muito especial: ninguém? Ninguém é muita gente!..., contabilizando ninguém como sendo a possibilidade de haver não-ninguém, alguém. Quem não se espanta com a verdade quando ela entra pelos olhos dentro?, quando ela é real, verdadeira e desconhecida, impalpável, contudo: completa_mente sensível. Não te amo por palavras, essa é a minha realidade, nu entanto - quero-as!.. Deixo-as à tua espera, para as encontrares junto do telefone à entrada, no hall de entrada. Deixo-as lá, de saída... Vou traçar um roteiro dos textos, conhecerás alguns, não todos por certo? Desenho o sinal da interrogação, quando poderia ter posto uma exclamação!? Uma dúvida relativa, pequena, insignificante. Começarei pelo dia de hoje com “as palavras, os actos”. Pessoa escreveu “Mensagem” com personagens da História, eu vou escrevendo mensagens, personagem da minha história... (“falar” é um verbo intransitivo, deixo “nota”... com o seu sentido - do significado - a condizer; uma “nota” meio críptica por não a conseguir fazer nota perfeita_mente explicita, fica feita a nota; nota perfeitamente... implícita, dizer: falar é um verbo intransitivo...) cada um sabe o que pensa quando está a pensar eu não penso escrevo identificando como verso um verso o poema é um resultado nu despido dizer Assim Mesmo http://recantodasletras.uol.com.br/mensagens/15310 + 1

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transe

enquanto excreto algumas palavras vindas do silêncio já vou directo ao assunto Hora deste transe!... http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/14846

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“Carta aberta”

Cara... Ontem, depois de escrever o poema “transe”, escrevi a frase “transar”. Quero com isto dizer que fui ao dia de ontem procurar... e não encontro o teu nome que agora me surge a agradecer um comentário que fiz... a outro nome? Estamos no mundo virtual e da realidade e fantasia de quem escreve, razão pela qual o meu “perfil” é cada vez mais adequado como autor outro dum heterónimo... outro. Não quer dizer não esteja enganado e não tenha feito anteriormente um comentário e seja o teu nome presente na pessoa comentada, nesse caso, agradeço previamente, gostaria de saber... que texto seu/teu comentei? Quanto ao procurar no dia de ontem, é como procurar numa outra vida?, da qual já começo a estar esquecido e a tê-la perdida? O teu nome não é fácil de esquecer, aquele que agora deixo omisso: Cara... «assenta - v. tr., pôr sobre o assento; fazer sentar; inscrever; notar por escrito; assegurar; firmar; ajustar; resolver; ter por certo; aplicar; adaptar; fundar; concordar; convir; estabelecer; v. int., sossegar; tornar-se bem comportado; quadrar; depositar (fezes); v. refl., sentar-se» Todos os dias colecciono uma palavra dum dicionário da Língua, ontem foi esta, antes de escrever o poema que já mencionei. Como vês, podes ver, rever... trata-se dum verbo transitivo, acabando a sua definição apresentando a forma reflexa. Não sei, porque te chamo a atenção para o facto? O que eu não sei é o que tu pensarás, e, julgarás saber? Ou, julgarás não saber? Quanto à frase... termina com uma interrogação: transar Cá temos nós um verbo bom para a voz: transar, passa com facilidade sensorial da língua para a fala e desta para o corpo que encarna na carne a “carne” da voz - onde queremos ir... nós que escrevemos? Aguardo a tua resposta, aqui te deixo... leitor/a a minha carta que poderás ler aberta, “carta aberta” e no entanto fechada, entre comas, aqui. Adeus!... Post Scriptum - A palavra de hoje, procurando “comas”: Foi encontrada 1 entrada e detectadas 3 formas. coma | s. f. | s. m. 1ª pess. sing. pres. conj. de comer 3ª pess. sing. pres. conj. de comer 3ª pess. sing. imp. de comer coma do Lat. coma < Gr. kóime, cabeleira s. f., cabeleira abundante e crescida; juba; crinas; conjunto e brácteas ou flores estéreis do cimo de uma inflorescência. do Lat. coma-comatis < Gr. kôma, sonolência s. m., estado patológico caracterizado pela inércia física e intelectual; delíquio. do Lat. comma < Gr. komma, pedaço s. f., pequeno intervalo musical; vírgula; aspas. http://recantodasletras.uol.com.br/cartas/14844

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perceber / percepcionar

Ah!, a propósito, se existo é porque vc me lê, caso contrário não existiria nem eu nem você Senão veja, observemos os dois: eu, ela e vc... Você percebeu, com ela já somos três... A não perceber nada: 1? http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/14691

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leio-nos, nus lambemos (a, entre as palavras) http://recantodasletras.uol.com.br/poesiassurrealistas/14374 + 1 Este comentário, obrigou a diálogo...

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vou-te fazer!...

Uma espécie de filosofia capaz de atrair uma rapariga inteligente, movida por uma ideia romântica e uma concepção determinista: as coisas não são o que se quer, são o querer com que se fazem. Este tempo, este modo, esta flexão verbal do verbo Fazer deve ser determinante, remetendo para uma interrogação pessoal. «Por trás dum grande homem está sempre uma grande mulher», é um chavão cuja única falha será não ser exaustivo de todas as situações, mas esmagadoramente corresponder à evidência de qualquer estatística tomada como desnecessária até aos dias de hoje - onde se vive "a frieza dos números". A misógenia, a comida feita ou pré-fabricada, ... todas as alterações duma sociedade alterada podem vir a alterar os dados do problema, o que liquida uma história que até podia ser interessante. A partir daqui distanciei-me do que não consegui até aqui, fazer o verbo ganhar a motivação dum mote próprio onde o narrador contaria a sua história contando com a sua dela, ela leitora, a quem se começou a dirigir dando-se como portador duma espécie de filosofia que não seria uma concepção elaborada, apenas uma ideia: qual primitiva duma derivada que não há maneira de integrar. O narrador seria um poeta tentando conceber um romance como texto onde a arquitectura do poema encontraria todas as possibilidades que vão do poema dramático à poesia lírica, precisando dela como personagem para o construir a partir duma história simples como um conto que estaria acabado depois de contado, pronto para ser passado dum futuro aberto para um presente sem fim. Previsível prever acabe, como tudo o que começa, sendo parte da vida. Essa mulher quereria construir com a sua realidade a imaginação do conto e pronto, só falta saber como lhe dar a ler o texto, fazendo-o acontecer como um antecedente do romance, pois seria a partir deste que ela o viria a conhecer a ele poeta, para ser sua musa inspirador e mentora! Agradar-lhe-ia a necessidade dele e reconheceria nela - o perfil duma heroína - desejando ser o alcalóide poderoso capaz de transmitir substância ao sonho alimentado, sem jamais o deixar cair em carência. Porque não há dúvida que o amor é a droga mais poderosa que jamais o homem conheceu em todas as suas experiências físicas ou psíquicas, esta ocorrência poderia ser descrita com uma coerência igual às cores duma reacção estudada, possuindo os reagentes químicos necessários em quem se lê, de modo que quem lê seja ela e quem escreve seja o ele que ela lê. De forma incompleta sem a presença concreta deste escrever dum conto com que ele conta, para contar com ela. O que faria desta uma história de sedução quase ideal, idealista é... de certeza! Tendo de obedecer a um tempo vivido como Presente, tem de ter condições extrínsecas, ficam elas entregues ao devir... Vim, venho de escrever um parágrafo com o qual quereria parar, depois de chegar ao último parágrafo que será o próximo, o que faz com que prolongue este até dar o último como sendo o primeiro, a partir do qual acabei por escrever tudo o que fica escrito. Saber como ela me venha a escrever, será por certo tão incerto como eu saber se ela se vem a ler? É inevitável, como as descobertas... O que é um conto? Em relação a esta pergunta este texto deve ser uma resposta, conto com isso. A partir daqui parto para a história como um descobridor parte para a aventura, não é como ter um parto, é como começar uma gravidez. A sua fundação é uma fecundação que já anteriormente ganhou corpo, mas só com a viagem pode vir a ficar completa. http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/14115

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SALOMÉ

Na realidade eu sou frigida, mas tratei-me... Primeiro porque Sim, depois porque Também... Ele curou-me, é certo! Não sei é se tenho cura?... O facto de não atingir o orgasmo era para mim uma brincadeira, tornei-me uma “histérica controlada” e dava um prazer desmedido ao meu marido. Fui experimentando ver até que ponto o punha em êxtase, até ao ponto de cravar, arranhar e morder lhe passarem a ser uma necessidade: ele sentia através da violência! Eu desejava ser Salomé! Seduzir até à morte... Comecei a habitar um mundo de fera, aleijar e já não dar prazer: começou a ser vicio, sonhei castrá-lo! Aí..., assustei-me. Até saber do facto notável dum doente em Moçambique fazer curas de fertilidade, fidelidade e felicidade... Quem o beija-se, entregando-se ao seu poder, ficava curada. Pensei que daria “o 'anûs' e cinco tostões” para lhe beijar os quilhões, a causa da sua doença, um crescimento continuo do escroto, o saco já lhe chegava aos joelhos. Quando regressei curada, continuei a chicotear o meu marido e a dar-lhe os requintados prazeres da dor. Já sem ele correr qualquer perigo, mas frigida de novo. Foi quando apareceu um cara a quem escrevi uma carta: «Possuis a minha razão e os meus dias, escravizas os desejos que tenho e os que não quero ter!», só fixei a primeira frase e não sei se vai haver segunda fase no nosso relacionamento: “deu-me com os pés” ou “deixou de cá pôr os pés”, para já não há escolha, a relação está neste pé. Mantenho-me fiel... Salomé

http://recantodasletras.uol.com.br/cartas/14113

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Vivo em Moçambique, tenho uns tomates pendurados até aos joelhos e isso dá-me direito a ter uma doença com um nome esquisito; não é contagiosa. Principalmente para as mulheres é curativa, só precisam segurarmos nas mãos, entrar em recolhimento, rodar os olhos nas órbitas por baixo das pálpebras e vêm-se. Está a faltar o essencial, isto não é assim tão simples, é preciso elevação de espírito. Quando aconteceu, a primeira cura “pôs a boca no trombone” tendo passado palavra. Começaram a chegar, começaram a pôr a boca no trombone. A coisa virou religião, parecido ao que acontece na Índia com alguns “homens santos”, virei santo! Peguei moda, transformei-me em notícia e agora tenho intérprete e tudo. Funciona como minha secretária (escrivaninha?), quando me ponho em cima dela (um ritual que lhe dedico) os ditos cujos caiem-lhe pelas pernas abaixo, também lhe sobem pelo peito acima... Gosto deste número, o 69. http://recantodasletras.uol.com.br/eroticos/14050

33 - ABRIL 2005 (22 publicações)

A FLOR DE ESTUFA

"Não me toques que me desafinas", conhecem o género? Durante uns dias fui comer ao mesmo restaurante: à mesma hora, na mesma mesa, no mesmo lugar, virado para ela. A coisa durou uma semana, ao segundo dia já reservava a mesa e encomendava a refeição. Pelo terceiro dia já tinha percebido andar a galar a "dona da casa", ao quarto dia já ela me fazia companhia às refeições. Ao quinto dia já eu fiquei a perceber que era muito boa pessoa, mas só gostava de ser boa pessoa com "quem queria". No Sábado fiz fim-de-semana até hoje, qualquer dia divulgo uma carta que me escreveu, é pura ficção: «Possuis a minha razão e os meus dias, escravizas os desejos que tenho e os que não quero ter!», só vista… despida!? http://recantodasletras.uol.com.br/microcontos/13906

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conto da menina + +

Levantou os olhos e só vi azul, um azul lavado de lágrimas, o vazio da minha presença: olhou-me sem expressão. Eu tinha sentado sem pressa, acabei por abrir o caderno e começar a escrever um conto. Ela não estava para conversas, fechei o caderno para ir embora... - Não vá! Desculpe..., deixe-se ficar. Agora já não sabia o que contar, ela olhava para mim sem olhar para as palavras escritas. As lágrimas secaram, limpou o rosto com um lenço e apagou a pintura. Como continuar esta conversa? - Vá lá!... Porque não fala? Teria querido dar o conto por concluído, tê-la por tela onde tinha pintado apenas a imaginação do escritor, mas agora era a escrita a não querer acabar, a querer ser escrita. - Diga-me, porque chorava? Era muito jovem, deve ter-se lembrado: “Não fales com desconhecidos!” Esperei um pouco mais e dei o conto... por acabado. - Sempre me vou embora, fique bem. Nada se alterou, olhava para mi agora com curiosidade: o que estaria eu ali a fazer? Não disse mais nada, eu acabei por me deixar ficar... Dei conta do que faltava, escrevi (de)pois: Fim + regressar à base Erótica foi a erosão do tempo, a areia na ampulheta. Tenho uma pequena ampulheta, tão fino o furo que a pequena quantidade de areia leva +/- um minuto... a regressar à base; virei-a sobre a mesa, dei-me tempo de não ter nenhuma ideia... antes de me levantar. Acabei por não me levantar, comecei a escrever “a música das esferas”. Este conto sobre as harmonias do Universo, a partir da descoberta do “mecanismo” do Sistema Solar. Imaginei Newton, Copérnio, Sibellius... todos a configurarem a realidade astronómica em torno da gravidade do Sol. A cadeira não se mexeu do lugar, eu comecei a levitar; mais uma vez recorri à ampulheta e, ao fazê-lo, resolvi ficar por aqui. + Eu queria escrever um conto erótico, sem pedófilia! Mas o olhar da menina agora não me largava e eram duas... as meninas dos meus olhos: olhando para mim. Sim, depois de ter estado com a menina, olhando-me num espelho e pensando no olhar dela: tentando olhar o meu próprio olhar. Não, olhando-me não conseguia lembrar o olhar dela, melhor parar. Erótica foi a conclusão, chegares e eu pedir-te... para me consolares! http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=13618

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conto / frase – sufi +

A frase existia, não estava escrita, nem na memória, era apenas uma possibilidade. A possibilidade foi o sufi_ciente, concluiu o autor, quando a escreveu. O autor deve ser outra possibilidade, concluirá o leitor? + «Certa noite, Mullah Nasrudin estava embaixo de um poste de luz em frente à sua casa, agachado procurando algo, eis que passa seu vizinho e resolveu ajudá-lo: - Mullah, o que procura, para que eu possa te ajudar? - e o mullah respondeu: - Procuro o anel que perdi... E assim eles ficaram um bom tempo procurando o tal anel, então o vizinho resolveu questionar: - Mullah, o senhor tem certeza que foi aqui que perdeu o seu anel? - E como sempre, o Mullah respondeu: - Quem disse ao senhor que perdi meu anel aqui, eu o perdi lá dentro de casa, mas como é onde tem mais luz resolvi procurar aqui fora...» Conto Sufi http://recantodasletras.uol.com.br/redacoes/13171

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Utopia - ponto da situação

utopia (u tópico da palavra...) Escrevo como se o fizesse para mim, sem deixar do fazer, procuro um/a leitor/a que partilha comigo a Utopia da palavra como agora a vejo virtualmente a surgir no écran. Ontem publiquei Assim, rendi homenagem digna da que fez. Não resisti exteriorizar... em “mo_nu_mental tirada”. ponto da situação Neste ponto da situação, a criação se sente capaz de criar o criador. Antes de me meter num “trinta e um”, passar deste trigésimo te(x)to, deixo o criador em paz e também não o substituo. Quem quiser contacte directamente... As orações são estas, qualquer frase portadora de sentido e significado. Fiquei, fui.
http://recantodasletras.uol.com.br/mensagens/12746

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tirada mo_nu_mental

A transcrição para a escrita da vida não existe, a tradução faz do poeta um ser intérprete, uma poetisa onde a voz se realiza é uma emoção adicional para o prazer de quem a lê mulher e a encontra na feminina essência das palavras e, desse facto, nem como intérprete me traduzo, nem hoje de versos faço uso; disse! Assim

http://recantodasletras.uol.com.br/frases/12717 + 1

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religião + circo

Ontem fiz um conto incompleto, contigo: eras tu, era eu. Soube, soube porque quis chorar..., e já não sei. Há destas intersecções na minha alma, é onde a vejo, onde te vejo, onde a invento, onde te sinto! Desenhaste um Z de Zig-Zag e percorreste no meu corpo o seu desenho, desceste no desejo e guardaste-o na boca... Então, porque as horas atravessam os dias, cantei no teu corpo esta canção sem nomes onde te escrevo com o azul das ondas na forma das ancas onde danças música quando as seguro olhando o teu peito, acima do meu peito. Hoje adoro este silêncio culpado dum regresso continuo às origens onde penetro a porta de entrada para o mundo, em ti e em todas as mulheres, o outro lado nosso de ser por inteiro. A minha emoção tem a duração dum poema; ando agora a ensiná-la a escrever um texto onde a rosa seja a prosa, aspiro-a... Fluímos no nosso a_roma amor_a... Faço percursos no interior das palavras, elas, mais uma vez, o teu corpo. Cobiço o imaginário, a realidade transcende-o mas nem sempre o cede. Por isso... s_obra da realidade este espelho de reflexos onde convoco as nossas sombras iluminando-as na sua transparência absoluta: A tua boca na minha boca, eu na tua boca, dançando até te abanares... pedindo tudo. E é quando rimos esta satisfação do prazer: é quando consegues chorar e eu te invejo.... como a nuvem, vendo a chuva a cair no vento. Tu és a minha terra, daí esta inveja estranha que tenho sem ser minha, algures perdida entre nós como os entre-nós dum mesmo caule onde da mesma cepa já somos frutos depois das flores. Este é um acto da nossa celebração, eucaristia onde nos religamos, esta é a minha religião. Cada frase destas precisaria dum universo, para a poder habitar como alpinista chegado ao cume no ponto mais alto do desejo - da escalada! Faz-me agora dormir suado, descendo no teu peito para ouvir o coração, a respirar no vale entre os teus seios. Onde repouso sobre o osso externo e me interno no mistério, onde comungo o teu corpo!, mesmo externo... Nada mais próximo que a respiração, este sentir da tua... mesmo ao meu lado. Aqui me despeço expirando, onde me trouxe a inspiração. O_corre-me uma frase per_feita?: o amor é a minha religião e a poesia a sua forma de expressão! * O Assim pegou em parte de “religião” e fez “circo”, é (o) Assim Mesmo, não pediu autorização a ninguém para ser anarca, nada a fazer! circo Andei no arame - enquanto saltitava nos teus lábios, saltei para o trapézio - e foi o programa completo! Hoje adoro este silêncio culpado dum regresso continuo às origens onde penetro a porta de entrada para o mundo, em ti e todas as mulheres, o outro lado nosso de ser por inteiro. A minha emoção tem a duração dum poema; ando agora a ensiná-la a escrever um texto onde a rosa seja a prosa, aspiro-a... Fluímos no nosso a_roma amor_a... Faço percursos no interior das palavras, elas, mais uma vez, o teu corpo. Tua resposta foi a resposta que eu merecia, nada. Tranquilo, deixei o silêncio tentar falar comigo. Primeiro é preciso alguma prática, depois a coisa acontece naturalmente. Estou a falar de quê? Ingrato contar das conversas com o silêncio, ele deve ser macho ou fêmea... Deve depender de quem fala com ele, já que não é pessoa. Certo é imaginei-o ela, a masturbar-se, enquanto lhe contava nossos números. Depois ela abraçou-se enlaçando-me com braços e pernas, sentando no meu colo e deixando o caule no meu colo enraizá-la, realizando-a por dentro e por fora. Durante muito tempo... tentámos bater o recorde mundial do beijo. Quando ela, o Silêncio, se agitou num orgasmo estridente... Atendi, eras tu ao telefone. Contei-te o que tinha escrito, agora continuo o conto. A ti contei o antes, agora conto o depois. Com este prazer dos fazer aproximar, ante e depois, enquanto a cobra Orobóros devora a própria cauda! Amei a nossa conversa ao telefone, relembrar os Cavalos Também Se Abatem... Deixando a nossa conversa ser tão literária que quando combinámos virias provar mais do mesmo, parecia estarmos a falar dum filme também ele conhecido e a rever. Agora, enquanto não chegas, esgalho uma punheta no galho alisando a pele do dito para o poderes saborear a quente, inchado e urgente! Túrgido como um troglodita dita uma poesia de carne sem a cozinhar primeiro ao fogo lento, onde me consolo neste fase evolucionária da humanidade! Chegarás e o conto acabará onde for... Chegaste depressa, não me dês pressa, isso, começa já, isso!..., enquanto acabo esta conversa. Ah!, e ainda tenho um conto para acabar de passar. Vou é dedicar-me à verdadeira escrita, o resto... é conversa. Bom, cada um cria a sua própria bitola, a minha procuro tirá-la da tola e não é tola, não pretende ser ideia a minha ideia. Fica como é, uma intuição, uma intenção, a procura da verdadeira dimensão a dar a cada conto. Nesta fase experimental da nossa relação, quiseste-te deitar sobre as minhas costas. Enquanto eu adormecia, tentando alhear-me do calor do teu corpo incandescente onde acabara de largar chispas, largando lava do vulcão mais portátil do mundo, heis que começas a imaginar coisas... Bolas!, é isto, é este o final!, terminar onde tudo começa de novo. Começamos, recomeçamos, na verdade nunca acabamos! Só a satisfação dita o prazer, é preciso não ter pressa conhecendo, isso é importantíssimo, a vertigem: uma pressa expressa sem outra noção. http://vertoblogando.blogspot.com/2005/04/circo.html
http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=12592

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conto / frase – nua

despiu-se até ficar nua, abriu as pernas, abriu os braços à altura dos ombros; quando fechou os braços expirou lentamente o ar que tinha retido no peito, unindo as mãos à sua frente; mantendo os pés imóveis à largura dos ombros, rodou os braços noventa graus, as mãos agora unidas acima da cabeça; continuou os exercícios, integralmente nua (a ideia que me deu) http://recantodasletras.uol.com.br/redacoes/12348 + 1

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conto erótico 111

Em plena rua, numa esplanada frente ao mar, a beleza da sentir volta-me a falar... Tapou-me os olhos e sua voz fez vibrar o meu tímpano até agitar tudo criando ondas num lago, senti-me por dentro gago e não consegui sequer sê-lo, fiquei mudo. Abri o meu caderno, poisado sobre a mesa e escrevi de olhos fechados aspirando o seu perfume, sentindo suas mãos, cabelos, toda a sua proximidade: “estou-te a sentir!” escrevi, na ponta da exclamação desenhei uma pequena espiral. Eu não sabia quem era e não tinha pressa, ela não tinha pressa. - Não posso tirar as mãos, tens de me dar um nome!?, disse. - Tesão?, respondi. Ela avançou a sua cabeça, senti-a olhar para o meu colo. Eu começava a enraizar, deixando o vegetal de vegetar!... Perguntei: - Vais-me fazer sofrer? As mesas à volta estavam vazias, mas haviam de estar a olhar para nós... Com intimidade ser_ena pus a mão direita, sou destro, sobre os seus cabelos finos e lisos. Pressionei-a levemente na nuca, sentindo um pescoço fino. Não deixou a cabeça avançar: - Estou a pensar..., pensou alto. - Posso deixar a minha mão na tua nuca? Respondeu: - Nunca digas nunca? E continuei, muito ao de leve, e continuou: - Eu Tesão, tu Teseu? Resposta: - Eu Minotauro, tu Helena? Tirou as mãos dos meus olhos e olhou-me nos olhos, enquanto se sentou como se a naturalidade fosse o seu natural e eu fosse um nativo com quem vinha dialogar numa língua estranhamente comum. - Já fui tua aluna, disse com a maior das naturalidades. Tentei não arregalar os olhos e consegui, sorri apenas. - Crescer fez-te bem, mesmo se me parece imperdoável ter de confessar não estar lembrado?... O talo que já estava a ficar entalado na perna da calça, aliviou. Distraímo-nos a conversar, fora aluna, depois mãe, só depois casara, separara-se e a filha já podia ser minha aluna se não tivesse ido para a universidade fora. - Um professor deve sempre aprender com os alunos, saiu-me esta frase... Não caiu mal, estávamos naqueles dias em que tudo corre bem. O final da história só podia ser feliz, fomos passear. Não acabei, primeiro ainda vamos pensar os dois que idade teria ela e pouco importa. Temos de encontrar um premeio de 18 a 20 anos, desde os meus 20 e...? E professor de quê? Expressão Dramática, ficaria bem e não ficaria mal... para esta prática da representação! É o problema das histórias, para serem perfeitas têm de ser nossas e nelas nos revermos, nem que seja como o(s) seu(s) autor(es).
http://vertoblogando.blogspot.com/2005/04/mapa-1.html
http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=12095 + 2

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O POLIGLOTA O poliglota segredou duas palavras numa língua estranha, o som pareceu suspender-se no ar como o fumo lento dum cigarro deixando dois círculos, até se dissolverem lentamente. Ela sonhava com um ser capaz de dizer essas duas palavras duma linguagem própria dos sonhos, onde a imaginação se suspende numa respiração de ideias sensíveis, corpo do pensamento. Esta invenção nasceu como um corpo, não passando duma ideia. A ideia visitou-a alimentando um espaço próximo às línguas faladas, mas trazia uma língua nova capaz de dizer "a água na boca". Por isso era como uma nascente e começou-a a visitar em sonhos que lhe deram vida e ela começou a ficar mais apetitosa, a gostar de se ver ao espelho na linguagem duma metamorfose do corpo. A expressão ainda esperava um rosto ou adquiria-o por empréstimo, as feições caras duma cara. Dar vida à sedução, criar o poliglota como um sedutor, o personagem nascera duma ficção ganhando realidade, a história daria um conto. A moral da história viria sem falha ocupar lugar no "enredo", como uma rede este enredo seria uma armadilha: a moral da história seria moral, esta falaria de sentimentos. Sentimentos alheios ao rosto expressivo, ao rasto diurno duma fantasia nocturna onde o sonho acordava no sono trazendo da noite para o dia a ideia do conto. Pode ter sido assim, pode ter sido doutro modo. Era no entanto necessário dar um sentido crítico à abordagem pessoal duma pessoa, pois o personagem só podia ser uma pessoa embora, felino, pudesse miar nos telhados?, ladrar na rua?, uivar à lua? Lobisomem, vampiro ou zombi, a beleza pertencia à ideia como a ideia pertencia ao corpo. Contudo, o personagem rapidamente ganhou uma expressão intraduzível no rosto ou corpo, a língua nova e estranha. Ela imaginou-se uma terceira, quarta, quinta, sexta, sábado ou domingo, dia de semana imaginária, palavra nova articulada a partir dessas duas palavras numa língua estranha e era o seu nome. Também ela entraria no seu conto, mesmo se seria ele a contá-lo. Para esse efeito adormeceu à noite depois de lê-lo, desta vez desafiara o sonho de imaginá-lo real, capaz de ser lido. Dera-lhe a ler o conto, lia-o agora com outros olhos. O conto já não lhe pertencia, o sentido crítico inicial perdia-se, a moral alterava-se, o sono começava a reclamar o sonho ou vice-versa: esta conversa consigo mesma surgia-lhe como um devaneio. Como lhe veio a ideia do conto, assim acabava agora o conto. Poderia ser uma parábola, uma história com moral. O sonho era ter agora um sono com sonhos, ela iria à procura das duas palavras dessa língua a inventar. Também poderia revisitar o seu conto, seguir o poliglota, viajar pelo mundo. Pois essa viagem fazia parte dum percurso que como um rio desaguava na sua boca, trazendo para o mundo a imaginação. Seria ela a criar as duas palavras que poria na boca do poliglota: Até amanhã! Deu por si a despedir-se dela, ele seria o poliglota, ela amanhã leria este "Até amanhã" e poderia ver aí as duas palavras dessa língua estranha que duas pessoas dizem uma à outra quando se começam a inventar. Aqui a leitura deve ser feita em voz baixa, o conto está pronto a ser contado mas ainda tem de existir primeiro. Falta apenas a compreensão do mesmo, essa moral das parábolas que é a explicação das mesmas. Um padre, um santo, um anjo, o primeiro vira lobisomem, o santo vampiro, o anjo é zombi como às vezes os representam nos filmes. Quem é ela que faço-a nascer dum conto onde me fiz nascer? Se para as duas palavras duma língua estranha fui capaz de inventar um "até amanhã", não é possível traduzir em palavras quem nos cria criadores e simultaneamente personagens. Deixo-a como uma sombra no meu corpo, uma luz que me ilumina de fora: será você?, serás tu? Serão estas as duas palavras: tu e você? Mistérios que nenhuma língua desvenda e provavelmente são necessários para dar significado aos contos, pois quando são bons nunca são óbvios, diz o poliglota. {Foto: "continuação"... Vou hoje (18.12.06) incluir no dia 18 http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=306313} http://recantodasletras.uol.com.br/contos/11888 + 1

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as palavras, os actos

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conto/ frase – em cima da zebra

não gostava de dar nas vistas, um dia consegui-o onde não desejaria, foi atropelado em cima da zebra http://recantodasletras.uol.com.br/redacoes/11000 +1

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rodo

redondo o poema onde rolam os versos trazendo poesia http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/10941